Pormenores que marcam a memória

Pormenores que marcam a memória

Logo na entrada somos obrigados a olhar o chão e reparar no requinte e bom gosto com que os ancestrais proprietários decoraram a casa. O chão de ladrilho hidráulico (hoje muito imitado, mas nunca superado) surpreende pelo simples desenho e pelo bom gosto das cores.

A escadaria, sim é muito mais do que uma escada, transporta-nos aos tempos em que as senhoras as desciam com os seus longos vestidos e elegante porte talvez de saída para um baile no Club Micaelense ou para um concerto no Coliseu.

Deslumbrem o olhar e percorram a ilha pela objetiva do Dono da Casa, a fotografia está muito presente, como não podia deixar de ser, já que estão em casa de um reputado fotografo português. Reparem nas fotografias de pormenor existentes na sala de jantar e não se acanhem de fazer perguntas porque ele terá muito gosto em vos esclarecer.

A história de uma casa é dinâmica tanto no espaço como no tempo, aí convivem gerações e tradições diversas deste pequeno, mas riquíssimo Portugal.

Ao pequeno almoço serão servidos com individuais e panos com bordados de Viana do Castelo, ou outros de ráfia adquiridos no Artesanato de Monsaraz, no Alentejo, as loiças são da região de Aveiro e da cerâmica da Lagoa… Tudo Português escolhido e feito com carinho, qualidade e preocupação.

Os pães, os queijos e as frutas são Açorianos, as compotas os bolos e os sumos são feitos em casa.

Quer opte por tomar o pequeno almoço na sala onde impera a mobília de jantar proveniente da casa dos avós da atual Senhora da casa, ou no pátio do jardim (repare na escultura de um peixe que está na parede do terraço –  é obra de um amigo dos donos da casa) decorado com extremo bom gosto, de certeza que vai entender melhor a essência da Portugalidade que mistura com habilidade, simplicidade e requinte um enorme prazer de viver e desfrutar das coisas boas da vida com a alegria e gosto de bem receber.

É essa a filosofia da Casa da Cidade e são essas as memórias que desejamos que levem convosco.